33 - Como preservar sigilo clínico na prática analítica
Uma mensagem enviada para o número errado, uma sessão online ouvida por outra pessoa, uma nota clínica deixada num ecrã sem bloqueio: o sigilo pode ser comprometido por gestos aparentemente pequenos. Saber como preservar sigilo clínico não é apenas cumprir uma regra profissional. É proteger o espaço em que o sujeito pode falar sem receio de exposição, julgamento ou utilização indevida daquilo que revela.
Na prática psicanalítica, a confidencialidade sustenta a transferência e torna possível o trabalho com aquilo que, muitas vezes, o analisando ainda não consegue dizer noutro lugar. O clínico não guarda informação apenas porque lhe foi confiada. Guarda-a porque reconhece que a palavra do outro não lhe pertence...(Continua)






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