Diferença entre psicólogo e psicanalista
- Paulo Caram

- 9 de ago.
- 2 min de leitura
Atualizado: 15 de ago.
Uma pessoa pode chegar ao consultório dizendo que sofre de ansiedade, repete conflitos afetivos ou não consegue compreender certas escolhas. O psicanalista e o psicólogo podem acolher essa demanda, mas não partem necessariamente da mesma formação, do mesmo método ou da mesma posição clínica. Compreender a diferença entre psicólogo e psicanalista ajuda quem busca atendimento e também quem deseja ingressar, com seriedade, em uma formação voltada à escuta clínica.
A primeira distinção não está em quem é mais preparado para ajudar. Está no percurso profissional, no referencial adotado e nas regras que organizam cada atuação. Em alguns casos, a mesma pessoa é psicóloga e psicanalista. Em outros, exerce apenas uma dessas funções. Por isso, mais do que escolher um título, é preciso compreender qual trabalho é proposto, como o profissional foi formado e quais são os limites éticos de sua prática.
Diferença entre psicólogo e psicanalista na formação
O psicólogo é um profissional formado em Psicologia. No Brasil, o exercício da profissão depende de graduação reconhecida e registro no Conselho Regional de Psicologia. Nos Estados Unidos, a regulamentação é definida por cada estado: em geral, o uso do título de psychologist exige formação acadêmica específica, requisitos de estágio ou prática supervisionada, exames e licença estadual. Psicólogos podem atuar em diferentes campos, como saúde mental, escolas, empresas, pesquisa, avaliação psicológica e hospitais, conforme sua qualificação e as normas locais.
A formação em Psicologia apresenta diversas abordagens teóricas. Um psicólogo pode trabalhar com terapia cognitivo-comportamental, abordagem humanista, sistêmica, comportamental, psicodinâmica ou psicanalítica, entre outras. Portanto, ser psicólogo não significa automaticamente trabalhar com Psicanálise.
O psicanalista, por sua vez, é formado em Psicanálise. Seu estudo se organiza em torno de conceitos como inconsciente, desejo, repetição, transferência, resistência, conflito psíquico e constituição subjetiva. A formação séria não se reduz à leitura de autores...(Continua)





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